Jornal da Cidade entrevista Antônio Fagundes sobre espetáculo Tribos Jornal









SOBRE O PROJETO

 Aparentemente tudo está muito bem, e o deficiente auditivo, personagem  de Bruno Fagundes, se comunica com a sociedade, enquanto esta sociedade sequer tenta se comunicar com ele. Realmente, uma comédia perversa, pois, abordando profundamente o preconceito, a incomunicabilidade, a não aceitação das diferenças, “Tribos” não poupa o público de boas risadas. Um dia antes do espetáculo, apresentado em Uberaba, no Cine Vera Cruz, os atores Antônio e Bruno Fagundes receberam a reportagem do Jornal da Cidade. Antônio Fagundes “assume” que seu personagem, o pai do deficiente auditivo, gera situações muito engraçadas, e é politicamente incorreto. “Ele fala os maiores absurdos. Aliás, o centro do preconceito está localizado nele”,adiantou.

A peça gira em torno de uma família disfuncional. É composta por um pai e uma mãe que têm três filhos: um esquizofrênico, uma cantora fracassada de ópera, que canta em pubs, e o terceiro é justamente o deficiente auditivo.

Antônio Fagundes fala um pouco sobre o que esta família faz com este deficiente. “A família optou por oralizar o menino; ensinar a ele a leitura labial. Tudo corre aparentemente muito bem, até que o menino conhece uma menina que está ficando surda, é filha de pais surdos, e ensina a ele a língua de sinais. Aí o menino a leva pra jantar em casa, e a confusão está estabelecida”, diz. 

E esta comédia perversa, que toca na ferida... Que fala do preconceito, aceitação de diferenças.... “Se você fizer um pequeno exercício, você pode ampliar esta situação para qualquer outra minoria prejudicada”, pontua Antônio Fagundes.

Confira a entrevista completa clicando aqui.

Ficha técnica:

Veículo: Jornal da Cidade
Matéria: Pituca Ferreira
Fotos: Thais Ferreira